WONDER WOMAN #40 (840)
A fase de Tom King e Daniel Sampere com a Mulher-Maravilha ganhou data para terminar. A dupla deixa o título ainda este ano.
O próprio King disse em entrevista para o AIPT que encerrará seu run na edição 40, que será publicada nos Estados Unidos em 16 de dezembro de 2026.
Na ocasião, o roteirista admitiu que a sua agenda, cada vez mais afetada por projetos de cinema e TV, o obrigou a deixar de lado projetos mais longos nos quadrinhos, e a Mulher-Maravilha foi um deles. O plano original dele era trabalhar em 100 edições da Amazona com Sampere.
“Tenho várias imagens na cabeça do que isso poderia ter sido, mas houve coisas que evoluíram organicamente, mudanças que fizemos porque o público respondeu bem e que ganharam mais destaque… desde a edição nº 1”, disse King sobre a jornada no título. “Mas acho que a linha temática condutora da edição nº 1 até o fim está lá. Quero dizer, quando comecei, eu queria fazer 100 edições, então estou decepcionado comigo mesmo por não ter alcançado isso.”
“Minha esperança sempre foi fazer uma grande fase para a Mulher-Maravilha, e que as pessoas que lerem essa jornada, seja agora ou no futuro, sintam que estão lendo um momento relevante da história da personagem, assim como quando você pega outras fases marcantes dela”, disse Sampere. “Espero que as pessoas vejam que demos tudo de nós nesta série, que demos o nosso absoluto melhor e fizemos isso com todo o nosso amor e paixão. Espero que consigam sentir isso ao ler.”
O principal legado de Tom King e Daniel Sampere com a Mulher-Maravilha é Trindade, a filha de Diana com Steve Trevor, que se tornou parte fundamental da mitologia da super-heroína.
King assumiu o título acreditando que a característica definidora de Diana é a rebeldia. Para o roteirista, a Amazona sempre foi uma super-heroína que se recusa a aceitar a injustiça como algo inevitável.
O roteirista continuou: “Ela é uma guerreira pela paz, então precisa lutar. Ela precisa quebrar seu próprio código para conseguir impô-lo. Cada vez que ela dá um soco, cada vez que enfrenta um vilão, ela está falhando, e isso a destrói por dentro, dói. Ela quer um mundo melhor, mas não quer um mundo violento, e ainda assim precisa ser um elemento de violência para alcançar esse mundo melhor. E essa, eu acho, é a beleza trágica da personagem.”



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