ABSOLUTE SUPERMAN #14








Se existe um momento na história cinematográfica do Superman que deixa os fãs coçando a cabeça até hoje, é a infame cena de Superman II (1980). Na batalha contra o General Zod na Fortaleza da Solidão, a versão de Christopher Reeve inexplicavelmente arranca o símbolo "S" do peito e o arremessa como uma espécie de rede de celofane gigante para prender os vilões.

Foi bizarro, sem explicação e virou piada por décadas. Mas agora, 45 anos depois, a DC Comics decidiu redimir esse conceito da maneira mais "metal" possível nas páginas de Absolute Superman.

Em Absolute Superman #14, com roteiro de Jason Aaron e arte de Rafa SandovalKal-El está em uma batalha brutal em Smallville contra Ra's al Ghul, que empunha uma espada de kryptonita. Ferido e acuado, o Homem de Aço parece prestes a se render quando Ra's exige que ele abandone sua vida antiga.

Em resposta, Superman arranca o emblema de seu peito — que neste Universo Absolute é o símbolo da guilda operária de Krypton. Mas, ao invés de virar um plástico inútil, o brasão se desfaz em pó de pedra solar. Kal-El então manipula os restos do símbolo para forjar uma espada gigantesca, rivalizando com a lâmina de kryptonita do vilão.

A cena ressignifica o ato de "arrancar o símbolo": deixa de ser um truque barato da Era de Prata para se tornar uma conexão poderosa com o legado de Krypton e sua família. O escudo não é apenas um logotipo, mas uma arma forjada pelo sacrifício e pela memória de seu povo.

O momento prova que o Universo Absolute não veio apenas para mudar o visual dos heróis, mas para pegar conceitos antigos — até os mais ridículos — e transformá-los em algo digno da mitologia do maior herói de todos os tempos.

Absolute Superman #14 já está à venda nas lojas especializadas em quadrinhos dos Estados Unidos.



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